Brava Energia fecha em alta de 5,57% após balanço do 4º trimestre | Empresas

A Brava Energia fechou o pregão desta sexta-feira (21) subindo 5,57% na B3, para R$ 19,33, ao apurar prejuízo de R$ 1,2 bilhão no quarto trimestre, contra o lucro de R$ 474,7 milhões no mesmo intervalo de 2023. Na máxima, os papéis atingiram R$ 19,77. Ações chegaram a movimentar R$ 349,9 milhões, quase quatro vezes o volume financeiro de quinta (20), de R$ 93,9 milhões.

Os números apurados entre outubro e dezembro foram fracos, o que já era esperado pelo BTG, mas a companhia mostrou alguns sinais importantes de melhoria em eficiência que devem impulsionar seus resultados em 2025.

Segundo o Goldman, o desempenho pode ser explicado pelo operacional ruim nos ativos offshore. A produção da petroleira, relatada anteriormente, já indicava queda no trimestre devido às paradas de produção no campo Papa-Terra e no campo Atlanta, que já retomaram as operações.

A XP frisa que o lado operacional refletiu na queda significativa do resultado antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) e no prejuízo do trimestre. A forte desvalorização do real aumentou ainda mais as preocupações sobre a relação de alavancagem da Brava, que ficou em 2,8 vezes a dívida líquida sobre Ebitda, comenta a corretora.

Para o Santander, os resultados ainda refletem a transição da empresa fruto da fusão com Enauta e 3R Petroleum, além de mostrar a intensa manutenção nos ativos offshore.

“Olhando para a frente, acreditamos que os resultados do primeiro trimestre de 2025 devem mostrar tendências operacionais melhores, com produção acumulada no ano de aproximadamente 71 mil barris de óleo equivalente por dia, além de um Ebitda e fluxo de caixa operacional aprimorados, fatores que consideramos fundamentais para a tendência de desalavancagem da Brava em 2025”, comentam os analistas, em relatório.

Na mesma linha, o Bradesco BBI acredita que a retomada da produção no Campo de Papa-Terra e as melhorias operacionais no Campo de Atlanta, além do processo de venda de ativos menos atrativos, dão ao mercado a sinalização de geração de caixa substancial nos próximos meses.

Fonte: Valor

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